Neste domingo, 2, a reflexão do Papa no Angelus partiu do trecho do Evangelho de São João no qual, após a multiplicação dos pães, todos procuravam por Jesus.

Ele bem compreende o porquê de tanto entusiasmo em segui-lo e revela com clareza: “Vocês me procuram não porque viram sinais, mas porque comeram aqueles pães e ficaram saciados” (Jo 6,26).

Francisco afirmou que na realidade, aquelas pessoas não entenderam que aquele pão era a expressão do amor de Jesus. “Deram mais valor àquele pão que ao seu doador”, disse.

“Diante desta cegueira espiritual, Jesus evidencia a necessidade de ir além do dom e descobrir, conhecer o doador. Convida a abrir-se a uma perspectiva que não é somente aquela das preocupações diárias de comer, se vestir, do sucesso, da carreira. Jesus fala de um alimento que não é corrompível e que faz bem procurar e acolher”, acrescenta.

O Papa continuou com a exortação de Jesus: “Trabalhai, não pelo alimento que se perde, mas pelo alimento que permanece para a vida eterna, alimento que o Filho do Homem vos dará”.

“Com estas palavras, nos quer fazer entender que, além da fome física, o homem traz em si outra fome, todos nós temos essa fome, mais importante, que não pode ser saciada com um alimento ordinário. Trata-se de fome de vida, fome de eternidade que somente Ele pode satisfazer, sendo Ele o ‘pão da vida’”.

Ao afirmar que Jesus não elimina a preocupação e a procura pelo alimento de cada dia e de tudo aquilo que pode fazer a vida melhor, o Papa recordou que fatalmente, a vida termina. “Jesus nos recorda que o verdadeiro significado da nossa existência terrena está na eternidade e que a história humana com os seus sofrimentos e suas alegrias deve ser vista em um horizonte de eternidade”.

O Pontífice prosseguiu dizendo que o Pão Vivo descido dos céus, se apresenta a nós como único e verdadeiro significado da existência humana. E de que maneira Jesus é o significado da existência do homem? “Eu sou o pão da vida. Quem vem a mim, nunca mais terá fome e o que crê em mim nunca mais terá sede”.

É a referência à Eucaristia – refletiu o Papa – o dom maior que sacia alma e o corpo. “Encontrar e acolher Jesus em nós, ‘pão da vida’, dá significado e esperança ao caminho, muitas vezes tortuoso, da vida”.