Mensagens do Dia

  • 1
  • 2
  • 3

Por que precisamos buscar o arrependimento?

 Por que precisamos buscar o arrependimento?

      Não adianta ficarmos nos desculpando, porque a desculpa não n... Leia mais

Por que tanta reclamação?

Por que tanta reclamação?

        Porque reclamar virou hábito! Grande parte de nós reclama por cos... Leia mais

Amar a todos

Amar a todos

        “Aquele que usou de misericórdia para com ele. Então Jesus lhe dis... Leia mais



Caros Irmãos e irmãs

Através da palavra de Deus, que ressoou nesta noite de oração e neste recinto sagrado, faremos agora uma outra viagem espiritual, mais longa do que a procissão que realizámos guiados por Maria. Três são as cidades do Espírito onde juntos vamos parar: ali escutaremos três diferentes vozes, todas porém assinaladas pela mesma mensagem.

A primeira cidade debruça-se sobre o Mediterrâneo ao longo da costa da Terra Santa: é Cesarcia marítima, a cede do governador imperial da Palestina no tempo de Jesus. Entramos num dos palácios, na residência de um oficial romano, o centurião Cornélio. Ele é o primeiro pagão que entrará na nova fé Cristã. Diante dele apresenta-se S. Pedro que está para batizar aquele soldado de bom coração e justo bem como a sua família. As palavras do Apóstolo são simples e essenciais mas abrem um horizonte que hoje se alarga até nós, vindos de povos e nações diferentes: “Deus não faz acepção de pessoas, mas, em qualquer nação, aquele que O teme e pratica a justiça é-lhe agradável.” (Atos 10, 34-35)

O olhar amoroso de Deus estende-se sobre todas as criaturas porque, como se lê no livro da sabedoria, “Tu, Senhor, amas tudo quanto existe e não detestas nada do que fizeste... Tu és indulgente com todos, porque todos são teus, ó Senhor, amante da vida!” (11, 24.26). Então, na casa daquele centurião, numa cidade elegante e mundana, sopra o vento do Espírito Santo: de facto, “Espírito desceu sobre todos os que estavam a ouvir a palavra” (Atos 10, 44). É o “Pentecostes dos pagãos” que abate “o muro de separação que os dividia” dos hebreus, como acontecia no templo de Jerusalém e como recordava o apóstolo Paulo escrevendo aos cristãos de Éfeso (2, 14). Com Cristo, portanto, “não há mais Grego ou Judeu, circunciso ou incircunciso, bárbaro ou cita, escravo ou livre, o que há é Cristo, que é tudo e está em todos” (Col. 4, 11). A nossa viagem conduz-nos, agora, à segunda cidade: talvez seja mesmo a esplêndida Éfeso onde Paulo tinha vivido momentos árduos da sua missão apostólica. A voz que agora ressoa é a de um outro apóstolo, João, no fragmento da sua admirável primeira carta proposto pela liturgia deste Domingo pascal, em Éfeso e nas outra fascinantes cidades, que constelavam a costa Mediterrânica da atual Turquia, tinha feito resplandecer o verdadeiro rosto de Deus naquela inesquecível definição que acabou de ser proclamada: “Deus é agápe, amor.”.

É um amor que irradia penetrando também nos caminhos obscuros da história, no subsolo do mal e do vicio, no espaço do desespero e do ódio. É um amor que se manifestou em Cristo, o Filho, que atravessou aquele mundo tenebroso de morte “para que tivesse-mos a vida por meio dele”, como diz S. João. E porque Deus é amor, também nós amêmo-nos uns aos outros, superando distâncias e diversidades, como faremos daqui a pouco  quando nos saudarmos no abraço da paz. Como ele, entremos no horizonte gélido e sombrio do sofrimento dos nossos irmãos e das nossas irmãs, para aí acender a luz e o calor do amor que conforta e salva.

E eis-nos chegados à última etapa, à cidade Santa Jerusalém. Subamos ao “andar superior” de uma casa, entremos numa “grande sala, preparada, já pronta” (Marcos 14, 15). Estamos no Cenáculo. É a última noite da vida terrena de Jesus. Ele está a falar longamente com os discípulos durante a sua última ceia, a primeira da Eucaristia. Também nos seus lábios ressoa repetidamente a palavra “amor”  que nos acompanhou já em Cesareia e em Éfeso, mas agora brilha de uma forma total e absoluta.

Deixêmo-la ecoar no nosso coração, enquanto somos envolvidos no silêncio desta noite. Connosco a escutar estas palavras está Maria, a estrela que preanuncia a Aurora depois das horas noturnas do mal, do medo e da dor. Como recordava Lúcia nas suas memórias, a Senhora de Fátima “difunde luz mais clara e intensa do que um copo de cristal, pleno de água cristalina, através dos raios do sol mais ardente.” É ela que nos convida a acender a pequena vela do amor, em vez de pararmos a maldizer a noite do mal e do ódio que invade o mundo. Jesus fala-nos agora e repete: “Como o Pai me amou, também eu vos amei. Permanecei no meu amor... é este o meu mandamento: que vos ameis uns aos outros como eu vos amei. Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a vida pelos amigos... O que vos mando é que vos ameis uns aos outros.” (João 15, 9. 12-12.17)

 

Card. Gianfranco Ravasi

Noticias Canção Nova

  • 1
  • 2
  • 3

Comunidade Vida e Paz promove três dias de festa com os sem-abrigo

Comunidade Vida e Paz promove três dias de festa com os sem-abrigo

A Comunidade Vida e Paz (CVP) promove entre hoje e domingo a sua festa anual de Natal com as pessoas sem-abrigo, na Cantina 1 da Cidade Universitária em Lisboa, procurando promover o “espírito de entreajuda”. Num comunicado enviado à Agência ECC... Leia mais

Bispo vai passar noite de Natal com os mais pobres e sós da cidade

Bispo vai passar noite de Natal com os mais pobres e sós da cidade

O bispo de Viana do Castelo, D. Anacleto Oliveira, vai passar a noite de Natal com os sós, os sem-abrigo e os pobres da cidade, numa iniciativa promovida pelo Centro Social e Paroquial de Nossa Senhora de Fátima. Num comunicado enviado à Agênci... Leia mais

Bispo de Setúbal pede alegria e ações concretas pelas famílias

Bispo de Setúbal pede alegria e ações concretas pelas famílias

O bispo de Setúbal dirigiu uma mensagem de Natal à diocese, na qual enumera vários motivos para a alegria neste tempo específico pelas várias famílias que se constituem na Igreja, na sociedade, e pede gestos concretos. “Levemos esperança aos ca... Leia mais

EM DESTAQUE...


Clube de Evangelização

“Aguardamos a manifestação de Nosso Senhor Jesus Cristo” (1Cor 1,7)

O Advento, é um tempo de preparação, e por isso somos convidados a vive-lo, como um tempo de penitencia, jejum e de oração. É um recordar da nossa miséria humana sem esperança, que Cristo ve... Leia mais

Missa do Clube da Evangelização, dia 7 de Novembro 2014

“A Eucaristia é a fonte e ápice de toda a vida Cristã. Os demais sacramentos, assim como todos os ministérios eclesiásticos e tarefas apostólicas, ligam-se à Sagrada Eucaristia ordenando-se ... Leia mais

Próximos Eventos

Encontro na Paróquia de Nova Oeiras

Encontro na Paróquia de Nova Oeiras

  Data 25 Jan 2015 10:00 -... Leia mais

Destaque Livraria

Subscrever Newsletter




Calendário de Eventos

Pe. Jorge Guarda-Sementes do Evangelho

CREIO EM DEUS AMOR

CREIO EM DEUS AMOR

  O símbolo da fé cristã começa por afirmar “creio em Deus, Pai todo-poderoso…”. Creio… é a resposta do homem a Deus, que se lh... Leia mais

Formação - Canção Nova

  • 0
  • 1
prev
next

Só competência não basta para segurar o emprego

News image

Foi-se o tempo em que competência era fator cruc... Leia Mais

Por que chamamos a Virgem Maria de Nossa Senhora?

News image

Rainha dos Anjos, Rainha dos Santos, Rainha dos ... Leia Mais